Experiências fotográficas em filme e outras analogias...

Redscale é uma técnica de exposição do filme que dá umas cores avermelhadas (quase) sempre, pois você vira o filme e expõe ele ao contrário dentro da camera, com a emulsão sendo sensibilizada pela luz que passa através da película do filme. Assim, a luz chega na emulsão já “filtrada”.

Como fazer:

pellicole in scala di rossi

pellicole in scala di rossi

• Numa sala escura (ou embaixo da coberta, se for em casa) rebobine seu filme inteiro para outro rolinho, mas tomando o cuidado para o filme entrar invertido, com o lado escuro virado para baixo;

pellicole in scala di rossi

pellicole in scala di rossi

• Coloque na camera com cuidado (o filme tende a curvar para o outro lado, rs);

pellicole in scala di rossi

• Configure a camera para um asa mais baixo que o filme, para poder compensar a filtragem da película. Geralmente é asa50 para filmes asa100, asa100 para filmes asa200 e assim por diante (ou não, você que sabe se quer compensar algo, né);

Revele normalmente. Isso funciona melhor com filmes coloridos, preto e branco não dá diferença alguma.

Saiba mais

Aqui tem a versão original em italiano, com mais fotos pra ajudar a entender a parada. Sterile, grazie.

Agradeço também a bricolage.108, quem me indicou a parada.

Veja exemplos no grupo Redscale, no flickr.

Leia mais:

Artigo anteriorContribuição para o #lingeriday, ainda dá tempo? #nsfw Próximo artigoA belíssima campanha I'm Nikon

Assinar Blog por Email

Digite seu endereço de email para assinar este blog e receber a newsletter com notificações de novas publicações por email.

16 comentários

  1. ds diz:

    Julio, tu não perde mesmo a mania de Prof. Pardal. Sabe q ainda não tentei este tal de redScale?! Uma boa pedida…

  2. leo diz:

    cara, que demais! soh quero saber onde vou arranjar um rolinho sem nada dentro. huiahuahuauahuaha

  3. dux.x diz:

    Leo, pede no lab, é “de grátis”. Eles tem aos montes rolinhos vazios. Vai tudo pro lixo…

  4. liu "tv eye on you" diz:

    puta merda!!! cheguei no laboratório para revelar os rolinhos… cinco filmes… três asa 100… dois asa 200… todos queimados como asa 400… no laboratório, o senhor da revelação disse duvidar que a luz fosse sensibilizar o filme realmente… o primeiro filme revelado e nada apareceu… foi isso!!! eu não devia ter puxado para “cima”… merda. era para baixo… merda.

  5. liu "tv eye on you" diz:

    e para piorar tudo: entrei em contato, via telefone, agora mesmo, com o laboratório de revelação… e eles me disseram que, como revelam os filmes em mini-lab, não há possibilidade de aumentar a velocidade do tempo de revelação como se os filmes fossem asa 50… apenas de asa 100 para cima! e eu ainda fiz a cagada de expor “suavemente” os mesmos, como asa 400… merdê!

  6. liu "tv eye on you" diz:

    pô, rúlio! conta aí! tem alguma maneira de eu salvar meus filmes ainda não revelados?!

  7. liu "tv eye on you" diz:

    será que mesmo “queimados” como asa 400 – em uma Olimpus 35 Trip – há possibilidade de revelar os filmes restantes como asa 100 (a asa de origem)?!… oh, dúvidas…

  8. julio diz:

    Não rola perfeitamente. Na hora de revelar não tem como “selecionar” os frames. O químico pega tudo por igual. Se você bater tudo como iso400 (sendo o filme iso100) se quiser revelar como 400 tem q mudar ou a temperatura do filme ou o tempo de exposição ao revelador. Mudando esse tempo, os frames batidos em 400 ficam ok, os batidos como 100 podem ficar ruins. O ideal é fazer tudo igual. Mas como o filme tem uma latitude boa, de iso100 pra 400 não destrói definitivamente tudo, então pode ficar umas imagens ligeiramente zoadas.

    Não mude o iso do filme se não for para todos, ou se fizer cada frame em um iso diferente, não mexa na revelação, ou mexa, se quiser ter diferentes situação em cada frame. Mas isso vai zoar alguns, uns vão ficar bons outros sub expostos, outros super expostos. Isso vai variar de acordo com o que você está buscando. No final, na hora de scanear ou ampliar as fotos, acertando o preto vc vai ter imagens mais variadas. As vezes acertando, as vezes errando.

    No final, com um bom lab você consegue ter todas as imagens, mas os labs costumam ser preguiçosos em termos de muitas loucuras de experimentação. Experimente revelar normla, e pedir pro lab corrigir a densidade ou achar o preto em todas as imagens. As em 400 vão ficar ligeiramente mais densas e escuras, as em iso 100 vão ficar legal. Se pedir pra compensar a revelação pra 400, as em 400 ficam ok, as em 100 vão superexpor e estourar nas altas luzes.
    Tudo depende do que você prefere em termos de resultado.

    Agora, se o filme for no esquema redscale acima, aí muda de figura, não compense a revelação, as iso 100 ficam subexpostas e escuras e as 400 ficam legais.

    Mais ou menos isso. Espero ter ajudado!

  9. julio diz:

    Também o ideal é achar um lab que revele manualmente. Minilab não faz nada. É uma nhaca pra experimentação!

  10. lui TV EYE diz:

    oh, rúlio…

    acho que não me expliquei direito: eu “queimei” cinco rolos de filmes, sendo que dois destes eram asa 200 e três eram asa 100. quando coloquei os filmes na câmera, eu puxei todos eles para asa 400… ou seja, os filmes que eu estava usando já não eram tão sensíveis à luz e eu ainda piorei tudo ao regular a câmera para uma asa muito sensível… como os filmes estavam invertidos, obviamente, eles precisariam de muito mais luz do que o usual para serem sensibilizados. só que eu não refleti sobre isso na hora, trouxa, aff… me parece que o ideal para o redscale é, além de fotografar utilizando a luz “do dia”, utilizar filmes mais sensíveis – acima de asa 400, por exemplo – e regular a câmera para uma asa mais baixa – tipo asa 100. exatamente o que eu não fiz, ou melhor dizendo: exatamente o contrário do que eu fiz nesta primeira experiência de redscale…

    agora estou com um problema. dos cinco filmes que utilizei, dois já foram revelados e não havia absolutamente nada nos fotogramas… não houve formação da imagem. os dois filmes não foram suficientemente sensibilizados e, quando da revelação, foram revelados como asa 400. dos três filmes que me restam a ser revelados, pergunto se fará diferença eu tentar revelá-los como asa 100 – apesar deles terem sido “puxados” para 400???

    sinceramente, tenho a impressão de que se eu tentar revelar os filmes restantes como asa 100 nada irá acontecer. estou certo?

    salve.

    lui.

    .

  11. lui TV EYE diz:

    vivendo e aprendendo…

  12. Monalisa Marques diz:

    Cara, tô com um problema. Quando escaneio os negativos (em casa), o scanner os lê como se fossem preto e branco!

  13. julio[dx] diz:

    Monalisa, verifica as configurações do scanner. Se ele estiver no automático pode ser que confunda o seu negativo. É a única coisa que me vem a cabeça. Você fez redscale nele?

  14. Bruno diz:

    Salve Júlio.

    Muito bom seu post, deu certinho a gambiarra aqui na cam.

    Mas estou com uma dúvida quanto a revelação. Fiz o redscale usando um “negativo” Fuji Superia 400. Puxei na câmera para ISO 50 (3 stops para baixo), pois não quero tons tão avermelhados nas imagens.

    Quando eu chegar no lab para revelar, informo que o filme é de ISO 400 (impresso na lata), de ISO 50 ou falo logo que é um ISO 400 puxado para 50?

    Outra dúvida: corro o risco da impressão sair “espelhada”?

    Última dúvida: Se eu puxar filmes “cromo” (redscale ou não), na hora da revelação eu mando fazer no ISO original do filme (que vem impresso na lata) ou no ISO da “puxada”?

    Obrigado.

  15. Eduardo da Matta diz:

    Última dúvida: Se eu puxar filmes “cromo” (redscale ou não), na hora da revelação eu mando fazer no ISO original do filme (que vem impresso na lata) ou no ISO da “puxada”?

  16. julio[dx] diz:

    Eduardo, sempre peça pra revelar na ISO da puxada, e sempre revelação manual. Não esqueça de avisar do ISO original e que se trata de uma puxada…

O que você acha?

Nome obrigatório

Website