Experiências fotográficas em filme e outras analogias...

Road to Wolfeboro, uma viagem com wet plate e grande formato

O Fotógrafo Brian Gaberman fez uma viagem de 10 dias entre Nova York e Wolfeboro com uma equipe da Element Skateboards, que produziu este pequeno documentário sobre sua fotografia de colódio úmido (wet plate) chamado Road to Wolfeboro.

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Eu acho que a estética do colódio úmido é perfeita para mostrar a passagem do tempo e a decadência física de lugares, com seu aspecto de filme de terror e por ela mesma ser uma técnica fotográfica ultrapassada, velha, diria até que a beira da morte se não fosse a dedicação de fotógrafos como Gaberman e muitos outros que mantém viva essa arte. E em Road to Wolfeboro não é diferente, os lugares que passam, a própria arte em si. Vale assistir.

Assista ao vídeo Road to Wolfeboro

A beleza desses negativos de vidro está em suas fraquezas, suas falhas. Elas são como nós, humanos, todos somos únicos e e cada placa que faço é totalmente única. – Brian Gaberman

Por ser imagens criadas diretamente em placas de vidro, mesmo que depois são copiadas como o processo por negativo que todo mundo conhece, cada imagem é única mesmo. Claro que na fotografia toda imagem é única, frações de segundo antes ou depois criam imagens diferentes, mas com o filme além de ter mais possibilidades e chances (36 vezes num rolo de 135) dá pra variar mais as opções. No digital então, nem se compara com as posibilidades de espaço de armazenagem, multiplicação e pós tratamento. Mas esses processos antigos são assim, você tem poucas chapas que tem uma preparação bem complexa, e por consequência tem poucos cliques para acertar, e acabe que você faz uma só foto de cada coisa e depois que revelou a imagem fica assim, pronta, não tem muita volta. É o instante decisivo versão extremo.

Talvez por isso que a fotografia com colódio úmido (e por extensão a fotografia instantânea) tem cria esse fascínio em tanta gente e por tanto tempo, cada imagem é única. Pode ser.

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Via Iso1200. Imagens e vídeo de propriedade de Brian Gaberman.

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